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Mostrando postagens com marcador Incra. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Prefeitura inicia serviço de georreferenciamento no Assentamento Nova Itamarati.

Iniciou na manhã desta segunda-feira (21/06) o serviço de Georreferenciamento do Assentamento Itamarati, pelo grupo Comunidade da AMFFI. O trabalho é realizado pela empresa contratada pelo Incra, a Legaliza Brasil. A Prefeitura de Ponta Porã tem parte nessa ação atrás do convênio com o programa do governo federal Titula Brasil.

Criado pela Portaria Conjunta nº 1 de dezembro de 2020, da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários (Seaf) e Incra, o Programa tem por objetivo fomentar parcerias entre o instituto e municípios, visando regularização fundiária das terras da União.

A ministra Tereza Cristina disse que o Titula Brasil vai melhorar a qualidade de vida de muitos brasileiros que precisam desse título. “Isso vai trazer dignidade, renda e benefícios, não só para aquela pessoa, mas para toda a região. Quando vamos entregar títulos em alguns lugares, a gente vê a emoção dessas pessoas quando pegam seu título na mão. Muitos falam: ‘é a nossa alforria’”, disse a ministra.

O georreferenciamento consiste na demarcação da área dos lotes. Quando foi instituído o Assentamento Nova Itamarati, não foi realizado o georreferenciamento e agora, será realizado tanto a demarcação física, quanto o georreferenciamento. Essa segunda fase é de extrema importância pois, após a regularização constará na escritura individual de cada lote informações exatas sobre o tamanho de cada lote.

Para o Prefeito Hélio Peluffo, “é importante regularizar os lotes individuais para proporcionar a legalidade das propriedades às famílias que lá moram há anos”. A iniciativa de regularização foi da Ministra da Agricultura Tereza Cristina, que fez a indicação do Assentamento Nova Itamarati para ser um dos primeiros a serem regularizados.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Justiça proíbe uso coletivo do Ginásio de Esportes em Nova Itamarati

Município permite invasão e Justiça decide liminarmente o fechamento do Ginásio de Esportes.



O único centro de esporte e lazer da região que contempla mais 15.000 Moradores do Distrito de Nova Itamarati e região deverá ser fechado devido a uma decisão judicial proferida nos autos n° 0001117-95.2019.8.12.0019 com tramitação na 2° vara cível da comarca de Ponta Porã.

Os autores da ação de “manutenção de posse” alegam na referida ação distribuída inicialmente em 06/07/2016 que possuem o direito da posse da área de aproximadamente 13 hectares e ainda abrange o ginásio de esporte dede os anos de 1978 até 2004, mas isso esta informação é no mínimo questionável, já que não o funcionário não exerce nenhum direito de posse da propriedade de seu empregador e ainda sustenta que mesmo “depois da desapropriação” continuou a exercer a posse sobre o local, todavia, temos mais um problema nesta alegação, pois, como fora desapropriada pelo INCRA a área passou a ser de terras públicas, logo, são indisponíveis e inalienáveis, além de impossível aquisição por usucapião.

Mas no seu pleito, os autores que são ex-funcionários, de forma embaraçosa distorcem a realidade e indicam que a área pretendida seriam oriundo de um acordo legal entre o INCRA, Antigo Empregador e os Antigos funcionários, na qual teria ficado estabelecido que os antigos funcionários receberiam uma gleba de terras menores para em compensação ficarem com a casa que residiam. Desta feita, os Autores ficaram com o lote 1374 grupo FAFI, de modo que estes teriam recebidos um lote com “menos de 8” (oito) hectares de terra, enquanto outros movimentos como CUT, FETAGRI, FAF e MST receberam 12 (doze) hectares de terras.

Embora haja a decisão judicial, para melhor refletir a situação sobre os direitos alegados pelos autores vamos analisar um pouco a “istoria” em três momentos: a) um funcionário não tem direito de posse daquilo que pertence ao seu empregador, este funcionário se caracteriza no máximo como detentor nos termos do Código Civil vigente Art. 1.198; b) se a fazenda foi expropriada e passou a ser terras públicas esta terra não pode ser adquiridas por usucapião por violação do ART. 183, §3 DA CONSTITUIÇÃO; e c) se os ex-funcionários se “sacrificaram” e aceitaram ficar só com 8 hectares de terras, os requerentes não entram nesse “sacrifício” já que labuta judicialmente para obter a posse de mais 13 hectares além das 8 hectares do lote 1.374.

Por outro lado, é verídico que os autores usam a pastagem das áreas do complexo esportivo, todavia, sendo uma área pública é também questionável do ponto de vista da legalidade a “passividade e omissão do poder público”. Referidas omissões são inclusive crime administrativo, lembrando que à partir do momento que passou a ser terras públicas, as primeiras as omissões eram de responsabilidades do INCRA, que tinham a desculpa de não estar cientes do caso, mas neste momento a responsabilidade pela omissão é do município.

Chama atenção também o fato de que esta ocupação de terras públicas embora muito antiga, não era escancarado o interesse do invasor. De foram inequívoca o poder público municipal está ciente da intenção do invasor desde a sua citação nesta ação que fora distribuída em julho de 2016 como mencionado alhures, tendo iniciado na justiça Federal depois que o INCRA comprovou a doação ao município o processo fora encaminhado para a Justiça Estadual onde tramita até a presente data.

Uma vez ciente da intenção dos autores é de se perguntar: Qual foi a ação do município? A resposta é no mínimo frustrante, pois, não localizamos nenhuma ação de reintegração de posse, mandado de segurança ou até mesmo recursos capazes de suspender os efeitos da liminar concedida.

Mesmo cientes de que a administração pública é responsável pela administração e proteção de seus bens, devendo valer-se dos meios judiciais e até mesmo o poder de policia para a garantia da propriedade e defesa da posse do bem público, moradores e usuários do complexo de esportes estão se sentindo inseguro em relação a esta busca incansável dos autores desta ação e “passividade” do poder público.

O que os moradores e usuários do complexo de esporte esperam é que o poder público municipal cumprisse a sua determinação legal, não fosse omissão, pois, é obvio que o mesmo pode e deve ser repelir esta invasão de terras públicas por meios administrativos, independentemente de ordem judicial, pois o ato de defesa do patrimônio público, pela Administração, é auto-executável, como o são, em regra, os atos de polícia administrativa, que exigem execução imediata, amparada pela força pública, quando isto for necessário.

Cumpre ressaltar o que é público e notório, embora a manobra dos autores e omissão do poder público municipal o complexo de esportes mesmo com toda a sua precariedade, mesmo os usuários sendo obrigados a pagar energia durante a maioria dos anos, nunca que o ginásio de esporte e o campo de futebol deixou de ser utilizado pelo publico em geral, homens e mulheres.

A ultima confirmação da liminar concedida deu-se em 20/04/2021 e aguarda apenas o cumprimento do ato pelo oficial de justiça. Não existem informações nos autos de recursos para afastar os efeitos da liminar, há tão somente um pedido de suspensão por parte do município, lembrando que este pedido não possui força de recurso e não obriga o magistrado acatá-lo. 

Quem conhece a realidade sabe que pelo cumprimento da lei e se valer a verdade real dos fatos, a ação deve ser julgada improcedente e o município deve sanar suas omissões e reaver a posse de suas áreas para não por em risco bens públicos à prejudicar os munícipes.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Família busca informações de irmão que não veem a mais de 38 anos.

Foto antiga de Joel Gomes Do Nascimento
A separação ocorreu nos anos 80, quando Joel Gomes Do Nascimento deixou o Rio Grande do Norte.

Segundo informações apuradas pela família, Joel Gomes Do Nascimento, 63 anos estaria morando no Assentamento Itamarati. A família então entrou em contato com a redação do Nova Itamarati News e pede a ajuda de quem o conhecer e ou tiver informações do paradeiro de Joel.

Para quaisquer informações favor entrar em contato com o blog Nova Itamarati News através do WhatsApp 67998528223. Desde já agradecemos a colaboração.

Qualquer informação que posa levar ao paradeiro de Joel será de suma importância.


sábado, 24 de outubro de 2020

Famílias se armam contra invasões de áreas de preservação em Nova Itamarati.

Barracos e lavouras brotam todos os dias em Áreas de Preservação Permanente no Assentamento Itamarati.

Áreas de preservação ambiental estão sendo invadidas no maior assentamento da reforma agrária do Brasil, o Itamarati, no município de Ponta Porã, fronteira com o Paraguai. Os espaços destinados para reflorestamento durante a divisão dos lotes, ainda nos anos 2000, se transformaram em alvos de invasores que entram nas terras para morar e plantar soja.

Proprietários de lotes que assumiram a responsabilidade de cuidar das APPs (Áreas de Preservação Permanente) tentam impedir as invasões. Recentemente, alguns moradores receberam os invasores com tiros de armas de fogo, mas as ocupações irregulares continuam.

Moradores relataram ao site Campo Grande News que as invasões começaram há pelo menos dois meses e ocorrem tanto no Itamarati I quanto no Itamarati II. No primeiro, vários barracos já estão sendo instalados e áreas de preservação desmatadas para plantio de soja.

No segundo, por enquanto existem apenas invasões para lavoura, mas os assentados temem ampliação das ocupações diante do descaso das autoridades públicas. 

“Já fizemos várias denúncias, mas nada foi feito. As APPs sofrem uma onda de invasão desenfreada. Todos os dias chegam mais e mais invasores e parece que eles vieram para ficar”, afirmou um morador. Temendo pela segurança, ele pediu para não ter o nome divulgado.

Segundo a denúncia, parte dos invasores vem do próprio núcleo urbano do assentamento. Entretanto, há também pessoas residentes na cidade de Ponta Porã que estão invadindo as áreas e até gente do Paraguai.

“São pessoas que já foram assentadas, perderam ou venderam os lotes, são moradores da cidade e até parentes dos próprios assentados”, afirma o morador.

O Assentamento Itamarati foi criado em 2003, no primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A área tem 57 mil hectares. Nas décadas de 70 e 80 foi considerada a maior produtora de soja do País, quando ainda pertencia ao “Rei da Soja” Olacyr de Moraes (morto em 16 de junho de 2015).

Com pelo menos 20 mil moradores, quatro escolas e três postos de saúde, o assentamento foi transformado no distrito de Nova Itamarati em 2015 e desde 2018 sonha em se tornar o 80º município de Mato Grosso do Sul.

APPs ameaçadas – Dos 57 mil hectares totais do assentamento, 800 hectares foram destinados à formação dos APPs. Em dezembro de 2010, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) lançou o projeto “Novos Campos”, com investimento de R$ 2 milhões para a preservação ambiental nos assentamentos de Mato Grosso do Sul.

Como toda a área desapropriada em 2002 já era de lavoura, ou seja, não tinha mais vegetação nativa, no assentamento Itamarati não houve a reserva legal deixada no fundo dos lotes.

Para compensar, foram criadas as APPs, entregues aos cuidados dos próprios assentados. A maioria dessas áreas de preservação, localizadas onde tem rios, córregos, lagoas e nascentes, está sendo reflorestada com vegetação nativa, mas as invasões ameaçam o futuro desse projeto.

Segundo os moradores, em algumas APPs do Itamarati I os invasores já fizeram a divisão dos lotes e começaram a preparar a terra para o plantio. “Estão dividindo e construindo os barracos nas áreas que eles acham que vão ser donos. Também tem área invadida que está sendo arrendada”, relatou uma moradora.

Fogo e Tiros – Na região conhecida como Monte Rico, os invasores atearam fogo para facilitar a remoção da vegetação e preparo da terra para o plantio. Revoltados, alguns assentados teriam disparado tiros em direção aos barracos para expulsar os invasores.

“Já começaram os conflitos. Os assentados que reflorestaram e cuidam das áreas não aceitam essas invasões”, relata a moradora. “Todos têm casa na vila, alguns já pegaram lote e venderam e agora querem pegar as reservas. Tem gente que veio até do Paraguai para invadir as APPs”, denuncia.

O Campo Grande News procurou a Prefeitura de Ponta Porã e o Incra em Mato Grosso do Sul e aguarda posicionamento desses órgãos sobre as denúncias dos moradores.

Fonte: Campo Grande News

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Prefeito Hélio Peluffo anuncia regularização do Núcleo Urbano do Distrito Nova Itamarati.

"Em breve os moradores do Distrito de Nova Itamarati terão os seus imóveis regularizados. Serão mais de 1.400 títulos entregues na região."

No facebook, Hélio Peluffo prefeito de Ponta Porã/MS, anunciou a regularização de mais de 1400 casas no Núcleo Urbano do Distrito Nova Itamarati. Segundo o prefeito o processo durou mais de um ano e em breve devera sair do papel.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

MENTALIDADE SOCIAL E RESISTÊNCIA: ANÁLISE SOCIAL E POLÍTICA DO GRUPO ELDORADO DOS CARAJÁS – MS

Resumo: O objetivo desta pesquisa é compreender os principais aspectos da mentalidade social e política do Núcleo de Resistência Eldorado dos Carajás, tendo em vista que a principal marca de organização do Grupo é o sentimento de pertença a partir da luta encampada pela conquista e uso da terra. O grupo em questão pertence ao maior assentamento em extensão territorial da América Latina – Assentamento Itamarati –, o qual tem 50 mil hectares de terra, estando localizado no Município de Ponta Porã/MS. 
BibliotecaNovaItamaratiNews
O grupo enfocado apresenta como peculiaridade a organização coletiva por parte de seus membros, tendo em vista ir além dos princípios capitalistas no campo da produção e da organização socioeconômica. Para desdobrar tal objetivo, do ponto de vista metodológico, a pesquisa combinou dois momentos, isto é, a interação entre teoria e empiria. Neste processo ininterrupto entre a crença no coletivo e o perigo iminente do individualismo podemos considerar que emerge no N17 uma forma híbrida de organização social entre ideologia e utopia marcada pelas fissuras no sistema. 

Este artigo acaba de ser adicionado na Biblioteca Digital Nova Itamarati News. Acesse e confira na integra.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Ibama e PMA fazem operação contra crimes ambientais em Nova Itamarati.


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental (PMA) fazem uma operação contra crimes ambientais em Nova Itamarati.

O objetivo é combater o uso irregular de reserva legal, exploração de madeira e outros crimes ambientais. 7 m² de pranchas de ipê e peroba foram apreendidos. Segundo as autoridades ambientais (Ibama e Polícia Militar Ambiental) essa madeira seria usada para fabricação de mesas e postes de cerca, a operação contou também com o apoio do Exercito e do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).